Primeira Guerra Mundial

 
A política de neutralidade americana mudou quando a Alemanha anunciou, em janeiro de 1917, que a partir de fevereiro recorreria à guerra submarina. Em 3 de fevereiro os Estados Unidos romperam relações diplomáticas com a Alemanha, declarando, em 6 de abril, guerra a este país. após ataques de submarinos alemães contra navios mercantes americanos, bem como a descoberta de uma tentativa por parte dos alemães em convencer os mexicanos a declararem guerra contra os Estados Unidos, caso estes entrassem em guerra contra os germânicos. A maioria dos políticos, comerciantes e industriais ianques apoiavam a causa dos britânicos e dos franceses, desde o início da guerra.
 
Para enfrentar o conflito, os EUA enviaram para Europa a chamada Força Expedicionária Americana (AEF), frente na qual se encontrava o general John Pershing. Várias nações latino-americanas, dentre elas o Peru, o Brasil e a Bolívia apoiariam esta ação. O afundamento de alguns navios levou o Brasil, em 26 de outubro de 1917, a participar da guerra, enviando uma divisão naval em apoio aos aliados. Aviadores brasileiros participaram do patrulhamento do Atlântico, navios do Lóide Brasileiro transportaram tropas americanas para a Europa e, para a França, foi enviada uma missão médica. 
 
Imagens históricas de desfiles de tropas aliadas na Europa durante a Primeira Guerra Mundial
 
 
Durante a Primeira Guerra Mundial (1914 a 1918), a Ford Motor Company, convocada pelo governo americano, produziu cerca de 17 mil ambulâncias do Modelo T, que foram enviadas à Europa para dar suporte de transporte médico aos aliados. A Companhia também produziu o barco Ford Eagle Boat, em 1918, na planta de Highland Park, para ajudar no patrulhamento da costa americana durante o conflito, já que vários submarinos alemães haviam torpeado navios mercantes dos EUA.
 
Os dois produtos da Ford para a Primeira Guerra Mundial: o barco Eagle Boat (réplica em resina) e a ambulância Modelo T 1917 (mini de resina e acrílico)
 
 
 
 
Ford Eagle Boat
 
Em junho de 1917, o presidente americano Woodrow Wilson chamou Henry Ford a Washington com o objetivo de convocá-lo ao Escritório Naval dos Estados Unidos. Wilson sentiu que Ford, com seu conhecimento de técnicas de produção em massa, poderia acelerar a construção de barcos de guerra em grande quantidade. Questionado sobre a necessidade de embarcações antissubmarinas para combater a ameaça dos U-Boats alemães, durante a Primeira Guerra Mundial, Ford aceitou o convite.
 
No dia 7 de novembro daquele ano, Ford aceitou participar como conselheiro do Escritório Naval americano. Ao examinar os planos da Marinha para projetar barcos patrulheiros de aço, Ford avaliou que todas as placas dos cascos desses barcos poderiam ser planas e produzidas rapidamente com turbinas de vapor. A planta de Ford para construir os barcos era revolucionária, usando técnicas de produção em massa, em River Rouge, nos arredores de Detroit. A linha de produção de cerca de 60 Eagle Boats foi completada em cinco meses, e a primeira quilha foi sulcada em maio de 1918. O maquinário foi construido em Highland Park, em Detroit.
 
 
O Eagle Boat tinha a tarefa de patrulhar a costa americana contra eventuais ataques de submarinos alemães
 
No total foram produzidos cerca de 60 barcos...
 
na fábrica da Ford, em Highland Park, em 1917
 
Foto do Eagle Boat

O primeiro Eagle Boat foi lançado em 11 de julho de 1918. O lançamento dessas embarcações de 200 pés (61 metros de comprimento e velocidade de 19km/h) foi uma operação formidável – os cascos moviam-se da linha de produção em enormes vagões-plataforma. Eram lançados de uma plataforma de aço numa altura de 69m até a linha da água, a qual poderia sugá-los para dentro da água por uma ação hidráulica.
 
 

O termo "Eagle Boat" surgiu de um artigo publicado no jornal "Washington Post", que destacava que "uma águia lança-se na correnteza do mar e destrói todo submarino alemão". Porém os EB nunca foram usados em combate durante a Primeira Guerra Mundial, segundo relatórios da época que diziam que suas performances no mar eram confusas. Problemas na construção resultaram em características longe das ideais (alto consumo de combustível, restrição de área de patrulhamento na costa americana etc).

Nos primeiros anos após o fim da Primeira Guerra Mundial, muitos deles foram usados como forma de pagamento de aeronaves americanas. Também foram utilizados como suporte a aviões de reconhecimento fotográfico no Oriente Médio, em 1920, e nas Ilhas Havaianas, em 1921. Foram, ainda, empregados na Segunda Guerra Mundial, e um deles serviu como embarcação de treinamento, em Miami.
 
Imagens históricas de combates na Primeira Guerra Mundial
 
 
 
Ambulâncias Ford Modelo T 1917
 
Por sua versatilidade, fácil reparo de peças e pelo fato de ter-se tornado o primeiro carro global, o Ford Modelo T entrou na Primeira Guerra Mundial caracterizado como ambulância. A Ford enviou à Europa, ainda em 1917, cerca de 17 mil unidades para auxiliar os países aliados, liderados por França e Inglaterra.
 
 
Fontes: Portal História do Mundo, Wikipedia e texto final de JL Cantanhêde
 
 
 
 
 
Ford Modelo T 1917 adaptado para ambulância na Primeira Guerra Mundial