A Ford na ecologia

 

A Ford acredita que o desenvolvimento sustentável é essencial à manutenção da atividade industrial. Essa é a visão que tem orientado a companhia na busca da melhoria constante, reciclando cada vez mais, desenvolvendo fontes alternativas de energia veicular e, principalmente, contribuindo para o progresso e o bem-estar da comunidade.

Henry Ford, fundador da Ford Motor Company, filho de fazendeiros, foi pioneiro na reciclagem, aproveitando madeira das embalagens de peças para a confecção do assoalho dos carros, em 1920. Ele pesquisou materiais provenientes do campo, como soja e cana-de-açúcar, para integrar partes de seus veículos, na época. No início dos anos 40, por exemplo, ele produziu um protótipo de um carro à base de plástico e de cânhamo com fibras.

Hoje, a política de responsabilidade social da companhia tem como foco a educação e o meio ambiente, áreas estratégicas para a qualidade de vida das futuras gerações. A estratégia de materiais sustentáveis da Ford baseia-se, principalmente, no aproveitamento de plásticos pós-consumo, fios pós-industriais, poliuretano extraído da soja básica e na engenharia de tecnologia da madeira. A partir daí, os materiais recicláveis saem como componentes de portas, assentos, baterias e pneus para veículos da Companhia. Cerca de dois milhões de toneladas de borracha de pneus reciclados são aproveitadas em vedações e juntas para 11 veículos da Companhia. Nos últimos anos, cerca de 210 mil pneus foram reciclados.

 

O Ford Fusion, revelado no Salão de Detroit, em 2013, utiliza retalhos de calças jeans como material isolante para reduzir os ruídos da pista. Já as cédulas de dólar que são retiradas de circulação são usadas pela empresa na confecção de estofados, isolamentos e outros componentes presentes nos veículos. A adoção desses produtos é, em sua maioria, fruto de pesquisas do Biolaboratório da Ford, localizado em Michigan, nos Estados Unidos. A meta da montadora é substituir os 136 kg de plástico usados na fabricação de um carro, economizando na produção e minimizando os danos ambientais. Outros aspectos curiosos incluem a utilização de garrafas PET recicladas para a fabricação de carpete, forro de teto e mantas de proteção acústica. Já o estofamento dos carros produzidos na América do Norte é feito de espuma à base de soja. Segundo a empresa, somente a espuma de soja, que hoje está presente em mais de 3 milhões de veículos, faz com que a Ford deixe de usar anualmente 1,8 mil tonelada de materiais derivados do petróleo e evite a emissão de 9,1 mil toneladas de dióxido de carbono. As pesquisas com materiais alternativos tiveram início no ano de 2000.

Miniatura do Ford Fusion 2013 (escala 1:43) - seu DNA tem soja, retalhos de calças jeans e garrafas PETs

Outro exemplo de carro ecológico é o utilitário Ford Escape (aqui em escala 1:25, de 2005), no qual são utilizadas 25 garrafas recicláveis de plástico como reforço dos estofamentos de tecidos dos bancos que sofrem desgaste

Carro à base de plástico, cânhamo e fibras orgânicas feito por Henry Ford, no início dos anos 40 (réplica de resina)

Ford sustentabilidade: de um lado, a matéria-prima (soja, madeira, fios industriais, plástico); de outro, os recicláveis nos automóveis

 

Ações da Ford Brasil

Uma grande empresa oferece excelentes produtos e serviços para os clientes. Uma excelente empresa, além de fornecer produtos e serviços de qualidade, se esforça para tornar o mundo um lugar melhor. Essa é a visão que tem orientado a Ford na busca da melhoria constante, não só com o desenvolvimento de tecnologias de ponta que abrem novos horizontes para a engenharia da mobilidade, incluindo o avanço da reciclagem e de fontes alternativas de energia veicular, mas principalmente com ações que contribuem para o progresso e o bem-estar da comunidade.

 

Um dos objetivos prioritários das fábricas no Brasil é a minimização do consumo de utilidades - água, energia elétrica e gás natural -, área em que tem alcançado sucessivos progressos.

Nos últimos sete anos, a Ford conseguiu uma redução média de 25% no consumo de energia elétrica, 29% no consumo de água e 24% no consumo de gás natural por cada veículo produzido nos complexos industriais de São Bernardo do Campo (SP) e Camaçari (BA). Todas as fábricas da Ford no Brasil possuem iniciativas próprias para melhor aproveitar os recursos da região e interagir com a cultura e sociedade local.

 

A estratégia global da Ford propõe uma diminuição de uma alta porcentagem de resíduos por veículo que se destina aos aterros sanitários; isto implica a geração de tão somente seis quilos de resíduos aos aterros por automóvel para o ano de 2016

No Brasil, a Ford tem na minimização do consumo de utilidades (água, energia elétrica e gás natural)  um dos objetivos mais importantes das fábricas em operação no País.

O volume médio de efluente tratado por ano pela Ford Brasil chegou a 1.003.000 m³, que  equivale a 401 piscinas olímpicas de 2.500 m³.
O volume de reciclagem dos resíduos gerados por planta foi de:
_ Camaçari – 95%
_ São Bernardo do Campo – 87%
_ Taubaté – 65%
_ Troller – 50%
_ Tatuí – 47%

Outro exemplo é a reutilização de garrafas PETs pela Companhia. Confira os dados mais recentes:

- 100% dos carpetes dos veículos produzidos no Brasil utilizam PET reciclado na sua confecção;

- Quantidade de PET utilizado, em média, em um veículo: 5 a 7 kg;

- Aplicação: assoalhos, porta-pacotes, forração de teto, caixa de roda e manta acústica;

- Para originar 3 quilos de PET reciclado é necessário, em média, 60 garrafas.

Duas iniciativas ecológicas da Ford pelo mundo: concurso na Venezuela, em 2012, e plantação de mudas de árvores em fábricas da montadora no Brasil

 

Em 2006, a Ford lançou um programa mundial, ainda mais amplo, para eliminar dos veículos da marca, até 2009, todas as substâncias potencialmente nocivas à saúde e ao meio ambiente. Entre essas substâncias estão principalmente o cromo hexavalente, o cádmio e o chumbo, usados no tratamento superficial de juntas e fixadores.

 

Na fábrica da Ford, em Camaçari, Bahia, cerca de 95% dos resíduos foram reciclados nos últimos anos (réplica em resina e acrílico)

 

Embora não exista na América do Sul legislação que proíba o uso desses materiais, a Ford decidiu se antecipar, porque acredita que é a coisa certa a fazer. O objetivo é prevenir qualquer possibilidade de contaminação por descarte inadequado de peças.

A Ford foi a primeira empresa automobilística brasileira a cumprir as metas estabelecidas pelo Protocolo de Kyoto - tratado internacional que tem como objetivo fazer com que os países desenvolvidos assumam o compromisso de reduzir a emissão de gases que agravam o chamado efeito estufa para aliviar os impactos causados pelo aquecimento global.

 

Produtos amigos do meio ambiente

O Brasil é um dos cinco centros mundiais de desenvolvimento do produto da Ford mundial. O seu time soma hoje cerca de 1.200 engenheiros, que trabalham ininterruptamente com as mais avançadas tecnologias para produzir veículos cada vez mais seguros, econômicos, acessíveis e amigos do meio ambiente.

Nenhum produto entra nas fábricas sem uma avaliação prévia, feita com base na Norma de Gerenciamento de Substância Restrita (RSMS), a fim de evitar o uso de substâncias potencialmente tóxicas ou agressivas à saúde dos empregados e ao meio ambiente.

 

Fontes: Portal Ford para Todos, Ford.com, Portal Tecmovia e Imprensa Ford Brasil